terça-feira, 15 de abril de 2008

outono.

o quase das manhãs, o pé por cima do braço do sofá e mil lembranças focadas na árvore vista da janela. o amor, essa coisa cafona, deixou um tom um pouco apático e já não compensa se levantar pra regar plantas ou comer. quase como, quase vivo, quase morro... mas tudo é demais e estaguino ali, no estofado de veludo velho, refletindo sobre as possíveis razões para ele ter partido em busca de sensações distantes. me desespero. tremores tomam conta do meu dedo médio do pé esquerdo. nunca senti nada disso antes. ele pode ter ido a tantos lugares, mas ainda está aqui. se eu ainda tivesse anotado aquele telefone num papel qualquer, se eu não tivesse inventado de fumar aquele papel antes de conhece-lo. minhas contas não foram pagas, não dei banho nos cachorros e nem abri a porta para a faxineira. que fique tudo entregue. eu já me entreguei em vão.

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